Gerenciamento de Vulnerabilidades | Vello Suite

Vulnerability Management Policy

Gerenciamento de Vulnerabilidades

Última atualização: 5 de maio de 2026Versão 1.0

1. Objetivo

Definir o processo sistemático de identificação, avaliação, priorização e correção de vulnerabilidades técnicas nos sistemas da Vello Suite, reduzindo a superfície de ataque e mantendo um nível de risco aceitável de forma contínua.

2. Escopo

Este processo abrange:

  • Código-fonte da aplicação (frontend e backend)
  • Dependências de terceiros (bibliotecas, frameworks, pacotes npm)
  • Infraestrutura de produção (banco de dados, edge functions, CDN)
  • Configurações de segurança (RLS policies, CORS, headers)
  • Integrações com serviços externos (APIs, webhooks, OAuth)
  • Endpoints corporativos (estações de trabalho)

3. Identificação de Vulnerabilidades

3.1. Varreduras automatizadas

  • Dependências: npm audit e Dependabot executados automaticamente em cada push e semanalmente
  • Código: Análise estática (linting de segurança) integrada ao pipeline de CI
  • Infraestrutura: Verificação de configurações de segurança (RLS, policies, headers) via testes automatizados
  • Containers/Runtime: Scan de vulnerabilidades no runtime do Supabase gerenciado pelo provedor

3.2. Revisão manual

  • Code review obrigatório com foco em segurança para toda alteração em produção
  • Revisão periódica de RLS policies e controles de acesso (trimestral)
  • Teste manual de cenários de ataque em features novas (checklist de segurança)
  • Revisão de configurações de terceiros (Supabase, Vercel, Stripe) trimestralmente

3.3. Fontes externas

  • Monitoramento de CVEs em dependências utilizadas
  • Acompanhamento de advisories de segurança dos provedores (Supabase, Vercel, Node.js)
  • Canal de reporte externo: seguranca@vellosuite.com.br

4. Classificação e Priorização

Vulnerabilidades são classificadas com base no CVSS (Common Vulnerability Scoring System) adaptado ao contexto da aplicação:

SeveridadeCVSSSLA de correçãoExemplos
Crítica9.0 – 10.0≤ 24 horasRCE, bypass de autenticação, vazamento de dados em massa
Alta7.0 – 8.9≤ 7 diasSQL injection, XSS persistente, escalação de privilégio
Média4.0 – 6.9≤ 30 diasXSS refletido, CSRF, information disclosure limitado
Baixa0.1 – 3.9≤ 90 diasHeaders ausentes, versão exposta, best practices

Fatores que elevam a prioridade: dados pessoais envolvidos, exposição pública, exploração ativa conhecida, impacto multi-tenant.

5. Processo de Correção

  1. Triagem: Vulnerabilidade identificada é classificada e atribuída a um responsável
  2. Análise de impacto: Avaliação de quais sistemas, dados e tenants são afetados
  3. Desenvolvimento do fix: Correção implementada seguindo práticas de secure coding
  4. Code review: Revisão obrigatória com foco na eficácia da correção
  5. Teste: Validação de que a vulnerabilidade foi eliminada sem regressões
  6. Deploy: Publicação em produção com monitoramento intensificado
  7. Verificação: Confirmação pós-deploy de que a vulnerabilidade não é mais explorável

6. Medidas Preventivas

6.1. Secure Development Lifecycle

  • Checklist de segurança obrigatório para toda feature nova
  • Validação de input em todas as camadas (frontend + backend + banco)
  • Princípio de fail-closed: na dúvida, negar acesso
  • Dependências com versões fixas (pinned) — sem ranges abertos
  • Atualização proativa de dependências (não esperar vulnerabilidade)

6.2. Controles técnicos permanentes

  • RLS em 100% das tabelas — impossibilidade estrutural de acesso cross-tenant
  • Rate limiting em todas as APIs (login: 5/min, geral: 60/min, financeiro: 5/min)
  • WAF com regras atualizadas automaticamente
  • CSP (Content Security Policy) restritivo
  • Sanitização de output contra XSS
  • Prepared statements / parameterized queries (proteção contra SQL injection)

6.3. Treinamento

  • Equipe de engenharia treinada em OWASP Top 10
  • Revisão de segurança como parte do onboarding técnico
  • Compartilhamento de post-mortems e lições aprendidas

7. Métricas e Monitoramento

  • Tempo médio de correção por severidade (MTTR)
  • Número de vulnerabilidades abertas por severidade
  • Cobertura de varredura (% de código/dependências analisados)
  • Taxa de reincidência (mesma classe de vulnerabilidade)
  • Idade das dependências (tempo desde última atualização)

Métricas revisadas mensalmente pela equipe de engenharia com plano de ação para desvios.

8. Responsible Disclosure

A Vello Suite encoraja o reporte responsável de vulnerabilidades por pesquisadores de segurança:

  • Canal: seguranca@vellosuite.com.br
  • Resposta inicial: Em até 48 horas úteis
  • Compromisso: Não tomaremos ação legal contra pesquisadores que reportem de boa-fé
  • Informações solicitadas: Descrição da vulnerabilidade, passos para reprodução, impacto estimado

9. Contato

Para reportar vulnerabilidades ou questões sobre este processo:

  • Reporte de vulnerabilidades: seguranca@vellosuite.com.br
  • DPO: privacidade@vellosuite.com.br

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